O Relatório

O que é o Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América?

É um documento de caráter anual que recolhe, sistematiza e analisa a Cooperação Sul-Sul que implementam os países Ibero-americanos. O mesmo é elaborado desde o ano de 2007 e é o único exercício destas caraterísticas existente para uma região em desenvolvimento. Este Relatório 2016 converte-se, assim, na nona edição de um produto em constante evolução.

Quem o elabora e como?

A elaboração do Relatório envolve os países Ibero-americanos (representados através de suas Agências e Direções Gerais de Cooperação), ao Programa Ibero-americano para o Fortalecimento da Cooperação Sul-Sul (PIFCSS) e à SEGIB, a qual é a encarregada de sua elaboração e produção final.

São os próprios países Ibero-americanos os que decidem os conteúdos do relatório, assim como a metodologia de registro e a definição dos conceitos, convertendo desta maneira o relatório em um exercício de Cooperação Sul-Sul em si mesmo. Desta forma, os países se envolvem no processo de sua elaboração a dois níveis: o técnico e o político.

Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América 2016

Que novidades inclui a edição de 2016?

  • icon

    Dados compilados através de SIDICSS

    Pela primeira vez, os dados que o nutrem foram compilados e extraídos a partir do Sistema Integrado de Dados da Ibero-América sobre Cooperação Sul-Sul e Triangular (SIDICSS), uma ferramenta web através da qual os países registram e compartilham seus dados sobre a Cooperação Sul-Sul com maior precisão.

  • icon

    Novo capítulo sobre cooperação com outras regiões em desenvolvimento

    Incorpora-se um novo capítulo referente à cooperação com outras regiões em desenvolvimento, como por exemplo a África e a Ásia. Isso se soma à informação relativa ao Caribe não Ibero-americano, que já vinha se incorporando ao relatório desde o ano de 2012, em seus esforços por avançar no registro da totalidade da Cooperação Sul-Sul que a Ibero-América intercambia.

Resultados por capítulo

Capítulo I. A Contribuição da Cooperação Sul-Sul e Triangular na Ibero-América para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

O primeiro capítulo, elaborado pelas e pelos Responsáveis de Cooperação Ibero-americanos (autoridades em matéria de cooperação), centra sua reflexão em torno a duas grandes questões. Por um lado, revisa o que foi conseguido pela região a respeito da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e destaca o ativo papel que os Estados tiveram, especialmente através dos orçamentos nacionais como principal fonte de recursos, sobre os avanços conseguidos na consecução destas metas. Por outro lado, e considerando este ponto de partida, a região reivindica a aportação que a Cooperação Sul-Sul e Triangular pode ter nas novas metas apresentadas em torno aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), pois considera que ambas as modalidades convertem-se em uma ferramenta efetiva para responder aos desafios de desenvolvimento que os países do Sul enfrentarão na implementação da Agenda de Desenvolvimento de 2030.

Capítulo II. A Ibero-América e a Cooperação Horizontal Sul-Sul Bilateral

Os países fizeram o intercâmbio de 552 projetos e 333 ações de Cooperação Sul-Sul Bilateral. Da análise realizada em torno a estas quase 900 iniciativas, cabe destacar o seguinte:

a) No exercício do papel de oferentes, participaram quinze países, dos quais sete, Argentina, Brasil e México, junto à Colômbia, Uruguai, Chile e Cuba, foram responsáveis de praticamente 92% dos 552 projetos registrados em 2014. O peso relativo mantido por cada um destes, no entanto, oscilou entre os máximos de 24,5% e 23,6% da Argentina e do Brasil (primeiro e segundo principais oferentes de 2014) e o mínimo de 5,4% correspondente a Cuba.

Por sua parte, todos os países exerceram como receptores, entre os que destacaram como os principais: El Salvador e Bolívia (16% e 12% dos 552 projetos, respetivamente). Seguiram, em ordem de importância relativa e com participações individuais próximas de entre 6% e 7%, Costa Rica, Peru, Uruguai e Equador.

De maneira complementar, cabe destacar também o perfil das capacidades nas quais se contribuiu para fortalecer a região. De fato, a maioria (70%) dos 552 projetos impulsionados pelos países Ibero-americanos responderam a objetivos de orientação Econômica (40%) e Social (30%). Sobre tal perfil influiu o apoio que os países deram, por um lado, aos setores Agropecuário (15,3%) e da Industria de transformação (7,0%) e, pelo outro, à Saúde (14,3%), a Educação (5,6%) e os outros serviços e políticas sociais (5,2%). De entre 30% restante dos projetos, um pouco mais da metade estiveram dedicados ao Fortalecimento institucional dos Governos.

Capítulo III. A Cooperação Sul-Sul Triangular na Ibero-América

O crescimento das iniciativas de Cooperação Triangular desde o primeiro relatório foi notável, de fato, a série histórica sobre a evolução do número de ações, projetos e iniciativas (soma das duas anteriores) de Cooperação Triangular impulsionadas na região entre 2006 e 2014, evidencia o contínuo crescimento experimentado por esta modalidade de cooperação. Em efeito, multiplicou-se a cifra final praticamente por nove entre os anos de 2006 (21) e 2014 (183).

Para este relatório, além do mais, registraram-se 90 projetos e as 93 ações nos quais a Ibero-América participou. Referente a estas 183 iniciativas, cabe destacar o seguinte sobre seus protagonistas nos distintos papéis.

  • Primeiros oferentes: 12 dos 19 países da América Latina exerceram como tais em, ao menos, um projeto de CSS Triangular. Destacou-se o Chile, que assumiu a transferência de capacidades em, praticamente, 4 de cada 10 projetos; assim como o Brasil (em 16,7% das ocasiões); a Argentina (em 11,1%); e o México e a Colômbia, que conjuntamente agregaram mais 15%.
  • Segundos oferentes: Vinte e três países e/ou organismos participaram exercendo este papel. A Espanha e a Alemanha foram os países que se envolveram em um maior número de projetos (17 cada um), seguidos do Japão (outros 15). A participação destes três países representou, de maneira agregada, quase 55% dos 90 projetos finais. Destacaram-se também no exercício deste mesmo papel e em ordem de maior a menor importância relativa, países como Estados Unidos, Canadá, Coréia, Itália, México, Noruega e Uruguai e vários organismos multilaterais, alguns vinculados ou parte do sistema das Nações Unidas (FAO, OPS, PMA e UNICEF) e outros de caráter regional (IICA, BID e CAF).
  • Receptores: os países que em maior número de ocasiões exerceram este papel foram El Salvador (presente em 15,6% dos 90 projetos), Peru e Paraguai (em 8,9%, em cada caso), junto à Bolívia (7,8%). Tratou-se de quatro países que, de maneira agregada, explicaram 41,2% dos registros. O mais habitual, no entanto, foi que vários países participaram simultaneamente da recepção da Cooperação Sul-Sul Triangular, algo que sucedeu em mais de um terço das ocasiões (34,4% dos projetos).
paises-e-papeis

Capítulo IV. Ibero-América e a Cooperação Horizontal Sul-Sul Regional

Neste capítulo recolhem-se 39 programas e 59 projetos de Cooperação Horizontal Sul-Sul Regional nos quais os países Ibero-americanos declararam participar ao longo do ano de 2014. Sua análise oferece resultados destacados sobre o tipo de problemas aos que a região atende de maneira coletiva através desta modalidade de CSS. Em concreto:

a) Brasil foi o país que participou em um maior número de programas e projetos de CHSS Regional (61). Seguiram, em ordem de importância relativa, cinco países que roçaram ou superaram a meia centena de programas e projetos: México (58), Argentina (56), Peru (52), Colômbia (51) e Chile (49). Por sua parte, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia, junto a Costa Rica e Panamá, participaram em um conjunto de programas e projetos cujo rango oscilou em torno às 30 ou 40 iniciativas. Por enquanto, quatro países centro-americanos (Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua), acompanhados da República Dominicana desde o Caribe e da Espanha desde a península ibérica, conformaram um bloco cuja participação se moveu na franja dos 21 aos 25 programas e projetos de CHSS Regional. Finalmente, os países que registraram uma menor participação no conjunto das 98 iniciativas de CHSS Regional de 2014 foram Andorra (presente em um programa); Portugal (em 7 programas); e Cuba e Venezuela (em 11 e 18 iniciativas, respectivamente).

a) Por outro lado, estes programas e projetos impulsionados pelos países Ibero-americanos atenderam capacidades setoriais muito diversas. Em torno à metade dessas 98 iniciativas (52,0%) responderam a uma orientação socioeconômica em que primou, por um lado, o fortalecimento de capacidades no âmbito Social (27,6% do total) e, pelo outro, a geração de Infraestruturas e serviços econômicos (24,5%). Dentro de ambos âmbitos destacaram, por sua vez, a atenção à Saúde e o fomento à aplicação dos avanços em Ciência e tecnologia à atividade econômica, social e inclusive meio ambiental. Por enquanto, praticamente a outra metade das iniciativas (48,0%) atendeu a quatro objetivos de distinta natureza: o apoio às outras dimensões de atividade (um de cada cinco programas e projetos); ao Fortalecimento institucional (15,3%); ao Meio ambiente (8,2%); e de novo no âmbito econômico, ao desenvolvimento dos Setores produtivos (últimos 5,1%).

Capítulo V. A Ibero-América e a Cooperação Sul-Sul com outras regiões em desenvolvimento

Por primeira vez incorpora-se um capítulo que realiza uma aproximação à Cooperação Sul-Sul da que a Ibero-América participou junto a outras regiões em desenvolvimento, entre as que destacaram o Caribe não Ibero-americano, África e Ásia. No entanto é um exercício incompleto com informação parcial, mas recolheram-se 229 iniciativas de todas as modalidades com um total de 48 países de outras regiões, onde primaram aquelas executadas com os países vizinhos do Caribe não Ibero-americano.

Baixe o relatório

Resumo Executivo

Resumo Executivo Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América

Relatório completo

Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América 2016

Baixar o Relatório de anos anteriores

2015

RELATORIO-COOPERAÇAO-SUL-SUL-2015-PORTUGUES-1

2013-2014

css2014pt

2012

css2012pt

2011

css2011pt

2010

css2010pt

2009

css2009pt

2008

css2008pt

2007

css2007pt

Contato

Secretaria-Geral Ibero-Americana

Paseo de Recoletos, 8
28001 Madrid
Espanha
segib.org
informe.cooperacion@segib.org

SegibAlta

Programa Ibero-Americano para o fortalecimento da Cooperação Sul-Sul

Calle El Pedregal. Blvd. Cacillería, Edificio 4 (Auditorium), planta baja
Ciudad Merliot. Antiguo Cuscatlán – El Salvador
cooperaciónsursur.org
contacto@cooperacionsursur.org

 

css-imagotipo-1