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O que é uma década de Cooperação Sul-Sul na Ibero-América?

O livro Uma década de Cooperação Sul-Sul na Ibero-América é uma publicação comemorativa do trabalho conjunto da SEGIB e dos países ibero-americanos em matéria de Cooperação Sul-Sul que remonta seus inícios ao ano 2007. Este trabalho conjunto na sistematização, registro e análise da Cooperação Sul-Sul foi se refletindo ano a ano nas sucessivas edições do Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América, publicação de referência internacional da Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB). É por isso que o livro comemora, tanto esse trabalho conjunto da região, como as dez edições publicadas do Relatórios.

Por ser uma edição comemorativa, sua elaboração representou um processo de mais de um ano no que a Área de Cooperação Sul-Sul da SEGIB buscou plasmar toda uma década de trabalho conjunto entre a própria SEGIB e os países ibero-americanos, assim como  dar voz tanto aos atores protagonistas da Cooperação Sul-Sul da região, como àquelas pessoas cujo esforço e visão impulsionaram este projeto que continua agora em sua segunda década. O livro, que abre com um prólogo da Secretária Geral Ibero-americana, Rebeca Grynspan,  estrutura-se ao longo de cinco capítulos de diferentes conteúdos e estruturas ilustrados através de um cuidado projeto.

Resultados por capítulo

Capítulo 1: A Bitácora da Cooperação Sul-Sul

O Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América é a primeira iniciativa regional de registro, sistematização, análise e difusão da CSS na história da cooperação. Hoje, dez anos depois de seu lançamento, converteu-se na bitácora da CSS e da cooperação triangular na Ibero-América e é um referente para Governos e responsáveis de cooperação de todo o mundo. Através das vozes de seus impulsores, este capítulo narra quais foram suas origens e sua contribuição ao desenvolvimento e a articulação da CSS dentro e fora da Ibero-América.

XVII Cumbre Iberoamericana de Santiago de Chile, donde los países mandataron a la SEGIB la elaboración del Informe de la Cooperación Sur-Sur en Iberoamérica

A ideia inicial, tanto da SEGIB como dos Responsáveis de Cooperação que participaram nestas reuniões prévias, era elaborar uma edição ocasional que estabelecesse um inventário de projetos, boas práticas, resultados e possibilidades, da qual tomar referências ou experiências válidas e aproveitá-las em outros países da comunidade ibero-americana

Capítulo 2: Breve história da Cooperação Sul-Sul

A breve história da Cooperação Sul-Sul através dos principais marcos e eventos desde a celebração da Conferência Afro-asiática de Bandung (Indonésia), em 1955, onde foram fixados os elementos do futuro «discurso do Sul» —a não ingerência, o respeito à soberania ou a promoção da cooperação recíproca— até nossos dias. O ensaio que recolhe este capítulo nos permite desentranhar um processo complexo para compreender melhor o passado, interpretar adequadamente o presente e, portanto, vislumbrar com maior claridade as potencialidades, a futuro, desta ferramenta para o desenvolvimento.

Historia de la Cooperación Sur-Sur

…a CSS voltava a emergir e a tratar de se integrar no panorama internacional, tradicionalmente dominado pelo discurso dos doadores e da Cooperação Norte-Sul. Mais especialmente na região da América Latina, onde o limitado acesso aos fundos de AOD incentivava a busca de alternativas para contribuir ao desenvolvimento, contexto no que a CSS oferecia soluções próximas e efetivas a um custo razoável e gerava um espaço para a discussão liderado pelo Sul.

Capítulo 3: Uma década de Cooperação Sul-Sul na Ibero-América

A informação acumulada nas dez edições publicadas do Relatório da Cooperação Sul-Sul na Ibero-América permite construir o relato da evolução da CSS na que a região participou ao longo desta última década. O Relatório revela os detalhes de um processo, técnico e político, de construção multilateral e sempre em consenso, participado pelos vinte e dois países ibero-americanos. Este capítulo recolhe a história deste Relatório que emerge como um exercício de CSS em si mesmo, só possível pelo esforço e o diálogo partilhado.

 

Durante a década compreendida entre 2006 e 2015, os países da região participaram em, ao redor de 7.375 programas, projetos e ações de CSS. Assumindo as modalidades reconhecidas em nosso espaço ibero-americano, cabe assinalar que oito de cada dez destas iniciativas (um total de 6.071), tiveram lugar sob uma modalidade de CSS bilateral; cerca de um milhar (969) foram executadas através de uma cooperação triangular e os demais, 333, em um marco de CSS regional.
em 2008… as Agências e Direções Gerais de Cooperação impulsionaram a criação do Programa Ibero-americano para o Fortalecimento da Cooperação Sul-Sul (PIFCSS). Suas primeiras linhas de atuação … dão fé desse espírito de resolução frente aos desafios que a região devia enfrentar sobre a cooperação ao desenvolvimento, em geral e sobre a CSS, em particular. Um Programa que, da mesma forma que o Relatório, resulta ser, em si mesmo, um exercício de CSS, pois afronta seus desafios a partir do intercâmbio de experiências e do fortalecimento mútuo de capacidades entre as instituições nacionais reitoras da cooperação.

Capítulo 4: Dez anos, dez casos

Este capítulo recolhe dez iniciativas que dão conta da diversidade de projetos de CSS que os países da Ibero-América realizaram durante esta última década. Um intercâmbio de experiências em matérias tão dispares como direitos humanos, educação, habitação, energia, ecoturismo, agricultura, biblioteconomia, Administrações públicas, recursos naturais e saúde. Estes dez casos ilustram, outrossim, as distintas modalidades de articulação institucional e diferentes fórmulas de colaboração, não só entre países ibero-americanos senão também com outras regiões desenvolvidas e em desenvolvimento da Ásia, Europa e África.

 

10 años 10 casos css

«O “Eu sim posso” é, de fato, algo mais que um mero método de alfabetização. Seria mais adequado considerá-lo como um modelo de alfabetização que não só se reduz a uma série de processos materiais, estratégias, etc., senão que engloba de forma explícita e implícita o enfoque conceitual da alfabetização, o aprendizado, as competências para a vida diária e a mobilização social, e implica a participação de toda uma série de protagonistas com funções diversas, que vão desde os beneficiários da alfabetização até outras pessoas interessadas, por exemplo organismos estatais e outras identidades».

Capítulo 5: Nosso futuro

Este capítulo analisa os desafios aos que se enfrenta a CSS no cenário atual, onde o Relatório de CSS na Ibero-América e a labor realizada pela região nesta década se mostram como referentes para o desenvolvimento de um novo modelo de cooperação global.

“Neste contexto, e em contraste, a CSS reemerge desligada dos critérios de renda e fundamentada sobre um conceito de desenvolvimento que enfatiza o intercâmbio de experiências e na busca de soluções compartilhadas. Trata-se, pois, desde sua própria gênese e concetualização, de uma cooperação muito mais adaptada aos novos enfoques multidimensionais do desenvolvimento e, portanto, melhor preparada para responder com êxito à atual Agenda 2030.”
Los colores del cambio

A frase (Somos o que fazemos para mudar o que somos) que recolhe o mural realizado no marco da campanha da SEGIB “Somos Ibero-América: as cores da mudança”, pertence a o livro dos abraços, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

 

Os principais desafios que são listados no capítulo, analisados sob a óptica da CSS e que são fruto de uma reflexão no processo preparatório da Conferência de Cooperação Sul-Sul comemorativa do PABA são:

  • O financiamento da Agenda para o Desenvolvimento e a CSS como uma ferramenta para a construção de sistemas impositivos mais universais e igualitários, que permitam uma maior e melhor mobilização de recursos nacionais.
  • O avanço rumo à redução da desigualdade de gênero através do intercâmbio, mediante a CSS, de experiências e iniciativas exitosas e inovadoras na matéria, assim como a incorporação do enfoque transversal de gênero em todas as intervenções de CSS que os países empreendam.
  • A redução da desigualdade e o trabalho com as populações com direitos vulnerados, destacando a necessidade de incrementar a CSS que esteja focalizada em acabar com a vulneração dos direitos da população afro descendente, indígena ou com deficiência.
  • A necessidade de maior CSS entre entes locais, que permita abordar o desafio da urbanização, para que as cidades possam alcançar um desenvolvimento equitativo, inclusivo e sustentável.
  • O desafio de incrementar e incorporar outros atores, como a sociedade civil ou a academia nas iniciativas de CSS, através das alianças multiator.
“para que esse debate global seja ampliado e, captando essas nuances, dê cabida a essas múltiplas perspectivas, necessita escutar e incorporar o Sul. Um Sul que, à sua vez, necessita avançar na sistematização de sua cooperação, em um exercício que outorgue visibilidade ao que faz, mas, principalmente, que lhe dote de uma  ferramenta para uma melhor gestão da CSS, assim como de elementos sólidos para sustentar suas posições neste debate de todos para todos”

Contato

Para consultar qualquer dúvida ou para a possibilidade de receber exemplares impressos desta publicação, favor dirigir-se a informe.cooperacion@segib.org

Secretaria-Geral Ibero-Americana

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28001 Madrid
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informe.cooperacion@segib.org

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